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language learning in the digital age

Retratos: Conheça Richard Janssen

Posted on May 18, 2016 by

Ricci-mrt

 

Richard Janssen sabe uma ou duas coisinhas sobre idiomas. Assim como nosso Matthew Youlden, ele é o que chamamos de hiperpoliglota. Ao ouvir sobre as incríveis habilidades linguísticas de Richard, Sam Taylor decidiu testá-las (com uma pequena ajuda da Babbel, claro).

Aqui está a primeira de duas partes de um texto que fala sobre Richard e sobre o que o motiva.

 

 

Há algum tempo, eu recebi um e-mail ótimo. Na verdade, eu recebo e-mails ótimos o tempo todo, mas normalmente, eles vêm intitulados como “olha só esse cachorro” ou “seu comprovante de pagamento está disponível.” O e-mail a que me refiro era mais memorável que esses. Esse e-mail era do Richard Janssen, um rapaz de 26 anos de Venlo, na Holanda. Aliás, ao se apresentar: ele se descreveu como “fetichista de idiomas” (acredito que “gênio linguista” teria sido arrogante) e propôs que trabalhássemos juntos.

O que realmente me chamou a atenção, foi o fato de Richard falar dez idiomas. Pensando em estar prestes a descobrir o próximo Matthew Youlden, eu elaborei uma resposta.

“Você experimentou a Babbel?”

Bem, eu constatei que o Richard não tinha experimentado a Babbel. Alguns dizem que os métodos tradicionais ainda são os melhores, e eu entendo a razão — afinal, as pessoas vêm descobrindo os idiomas com esses métodos há muito mais tempo do que vêm carregando minicomputadores nos bolsos. Mas, progresso é progresso, e eu pensei que talvez pudesse mostrar a luz ao Richard. “Por que não tentar?”, eu propus.

Alguns e-mails e um ou dois telefonemas curtos mais tarde, nós traçamos um plano. Pude constatar que o Richard estava trabalhando como tradutor para uma empresa que produz rótulos de produtos alimentícios para o mundo inteiro. Várias das empresas parceiras eram turcas, mas Richard não podia falar com eles no idioma nativo dos clientes dessas empresas (uma situação incomum para ele, eu imagino).

Ótimo! Nós tínhamos todos esses ingredientes esenciais para um desafio linguístico épico: Richard iria aprender turco com a Babbel durante um mês, testar em uma situação de trabalho e nos dar um retorno. Eu sabia que ele daria um bom Matthew Youlden.

Desde o começo

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Então, nossa história tem um herói e todo herói que se preza precisa de uma história — a criação de um mito, por assim dizer. A  história de Richard começa na pequena cidade de Venlo, perto da fronteira alemã ao sul da Holanda. Ele cresceu falando dois idiomas maternos: o húngaro por causa de sua mãe, e o dialeto de Venlo por causa de seu pai. O dialeto de Venlo pertence a uma família de dialetos regionais que coletivamente são chamados de limburguês — que é oficialmente reconhecido como um idioma distinto no Parlamento Europeu.

O bilingualismo bastava ao Richard até ele ingressar na escola. As aulas nas escolas de toda a Holanda, logicamente, são em holandês, um idioma que o Richard não dominava. Então, seus pais e seus professores o ensinaram o idioma. Com isso, já eram três idiomas.

Durante o primário, ele gradualmente aprendeu inglês (muitas atividades de entretenimento na Holanda estão disponíveis apenas em inglês legendado) e no ensino médio, acrescentou alemão e francês ao seu repertório. Aprender idiomas significava “apenas mais uma disciplina” naquela época, mas ele se destacou. Então, resumindo, já são cinco ou seis idiomas, dependendo de como se interpreta o nível de proficiência do Richard em francês.

Falar seis idiomas ainda não era nada de muito especial para o Richard. Ele era um holandês de uma cidade de fronteira – o multilinguismo era algo que devia se esperar. No lugar de onde eu venho, isso significa ser um verdadeiro gênio, mas o Richard queria mais. Ele sempre realmente se empenhou para ficar ainda mais qualificado para possíveis empregadores (aliás, aqui está o perfil dele no Linkedin). Essa é a razão pela qual ele decidiu aprender mais três idiomas em seus três primeiros anos de faculdade.  

No primeiro ano, ele decidiu aprimorar o seu francês enferrujado. No segundo, ele participou de um programa de intercâmbio na Itália e adicionou italiano ao seu repertório. No terceiro ano, ele estudou na Espanha e aprendeu espanhol, evidentemente (oito idiomas, agora).

Eram esses então, os idiomas que poderiam lhe render o melhor emprego quando ele se formasse? Não necessariamente.

“Eu comecei a aprender idiomas, incialmente, por razões profissionais”, ele admite. “Mas, eu só tenho interesse em aprender idiomas específicos que tenham algum significado para mim, em um nível mais pessoal. Na verdade, não se trata do idioma, realmente — trata-se das pessoas, da cultura, da história, e até mesmo da comida. Eu sou um grande fã da comida italiana, por exemplo.”

Mais e mais

Com o apetite crescente do Richard por aprender idiomas, as conquistas de até então não eram o bastante. Ele tinha que dominar os dialetos das pessoas que o inspiraram a aprender o idioma inicial. Na Espanha, isso significava aprender a variedade notoriamente difícil e de sotaque forte do idioma da Andaluzia. E na Itália, ele aprendeu a falar como um autêntico bolonhês.

“Eu viajei muito pela Itália”, ele me contou. “As pessoas que eu conheci, pensavam mesmo que eu fosse do norte da Itália, então, acho que se pode dizer, que eu me saí muito bem!”

Inspirado pelo seu sucesso precoce (e crescente reputação de poliglota), Richard adicionou mais dois idiomas depois dos estudos. Português, a pedido da família de um amigo que tinha planejado uma visita para alguns convidados brasileiros e, em seguida sueco porque “eram os voos mais baratos”.

E tudo isso, ele fazia enquanto estudava ou trabalhava em tempo integral, e ainda encontrava tempo para dedicar-se a outros interesses: jornalismo, música e comida. Principalmente, o último; Richard tem seu próprio bolg de receitas que pode ser lido aqui (em inglês).

E isso foi exatamente o que levou Richard a entrar em contato conosco.

Sua missão, caso você aceite…

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O desafio de Richard de aprender turco tem apenas uma regra:

Estudar só com a Babbel.

O objetivo foi garantir que este teste fosse tão científico quanto possível — que na verdade, não é muito, tenho que admitir. Realmente, eu só queria ter certeza de que o Richard não iria pesquisar  todos os livros da biblioteca sobre o idioma e arruinar meus resultados.  

A rigor, a Babbel não seria o único recurso de aprendizagem que o Richard teria à sua disposição, mas, eu não precisava dizer isso a ele. Quando você tenta aprender um idioma novo, você percebe que o segredo para o progresso à velocidade da luz é, sem dúvida, falar com as pessoas — imediatamente. Quanto mais cedo, melhor, com erros e tudo. “Just do it”, como se costuma dizer. Richard estava em contato próximo com muitos falantes nativos de turco e, como bom estudioso de idiomas, ele sabia que este era um recurso precioso — e ele certamente poderia aproveitar a oportunidade.

Apesar da restrição a outros mateirias, Richard teria total liberadade para estudar tanto quanto quisesse, ou tão pouco quanto quisesse. Ele poderia estudar de acordo com sua própria programação, em seu próprio ritmo, no ônibus, no trem ou em qualquer outro lugar que ele quisesse. Se ele quisesse ignorar completamente o desafio por 29 dias e dar um gás nas últimas 24 horas, eu não veria problema. Mas, repito: eu sabia que o Richard sabia mais. Qualquer um que tenha aprendido um idioma com sucesso pode afirmar que devagar e sempre se cruza a chegada: a chave é realmente fazer pouco mas com frequência. Uma vez que você já tenha aprendido dez idiomas com sucesso, isso se torna automático.

Nós interrompemos o contato. 30 dias depois, eu conversei por telefone novamente com Richard para ver o que ele conseguiu aprender neste mês com a Babbel.

Continua…

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