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language learning in the digital age

Fazendo e aprendendo na Babbel

Posted on March 10, 2017 by

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A Babbel é uma empresa de aprendizado constante. Nós acreditamos que qualquer pessoa é capaz de falar uma segunda (ou terceira, ou quarta…) língua. Pensando nisso, passamos os dias aperfeiçoando nossos cursos para que eles sejam cada vez mais eficazes, motivantes e dinâmicos para os usuários. Todos os dias, nós criamos e descobrimos formas melhores de fazer isso.

A Babbel está sempre evoluindo. Para continuar crescendo nesse ritmo, é necessário que a equipe aprenda fazendo. Desde o seu começo, em 2008, o aplicativo tem crescido, aumentando o número de assinantes ativos para mais de um milhão. Como um dos primeiros apps para o aprendizado de línguas do mundo, a empresa precisou desenvolver do zero uma metodologia sólida para ensinar idiomas a partir de um aplicativo móvel. Ao longo desse processo, os inúmeros desafios técnicos, logísticos e, até mesmo, culturais – que acompanham o crescimento de qualquer empresa em uma escala tão rápida – têm sido superados. Como não há um caminho estabelecido a trilhar, a carreira de muitos de seus profissionais também tomou rumos interessantes.

Para descobrir o que os funcionários da Babbel aprenderam com o trabalho, eu convidei dois deles – que estão aqui há relativamente bastante tempo – para compartilhar conosco algumas de suas experiências. Katja Wilde, Chefe da Equipe Didática, transformou sua paixão pessoal por idiomas em uma carreira, ajudando pessoas do mundo inteiro a aprender idiomas. No momento, ela supervisiona uma equipe interna e externa com mais de 100 especialistas em idiomas, que elaboram, produzem e otimizam os conteúdos de nossos cursos, além de trabalharem para melhorar a experiência de aprendizagem de forma geral.

Edward Wood dirige as equipes de Marketing de Conteúdo e Mídias Sociais. Tendo começado em 2014 originalmente como uma plataforma para vídeos de marketing, Ed transformou a Babbel Magazine em um canal-chave para divulgar a Babbel e impulsionar seu crescimento internacional. A revista está disponível em sete idiomas e é acessada por milhões de leitores em todo o mundo.

Ambos, Katja e Ed, trouxeram para a Babbel uma sólida experiência de trabalho em outras start-ups na área de ensino on-line, embora suas responsabilidades anteriores fossem muito diferentes das que acabaram assumindo:

Katja: Antes da Babbel, eu era professora e tutora autônoma em uma universidade e também trabalhei em uma startup de ensino de idiomas on-line com vídeos. Nessa empresa, eu fazia de tudo, da organização das gravações e atuação até a edição dos vídeos. Porém, eles não deslancharam como a Babbel.

Em agosto de 2010, eu comecei a trabalhar na Babbel como Content Project Manager, assumindo o desenvolvimento dos níveis das línguas e a produção de mais cursos, como os cursos para iniciantes de francês, italiano, espanhol e sueco. Eu não tive problemas para elaborar o programa para as línguas românicas, mas para sueco foi difícil e parte do conteúdo teve que ser otimizado mais tarde por especialistas no idioma. Atualmente minha equipe está otimizando a minha primeira versão.

Ed: Antes da Babbel, eu trabalhei como professor, fui um tradutor medíocre durante seis anos e ajudei a desenvolver uma startup de aulas virtuais (que também nunca deslanchou).

Em meados de 2012, eu comecei a trabalhar no SEM (Marketing em Sites de Busca) da Babbel, apesar de ter me candidatado inicialmente como tradutor. Fui contratado por ser falante nativo de inglês e ter trabalhado um pouco com o software de análise estatística SPSS e com Microsoft Excel. As coisas eram diferentes na época. Então, nós começamos a processar freneticamente e a internacionalizar nosso marketing por meio do SEM.

Aprendendo o real significado de seu trabalho

Muitos funcionários acabam executando tarefas diferentes daquelas para as quais foram contratados. Na maioria das empresas, isso é o resultado de promoção ou de tempo de carreira. Na Babbel, porém, as carreiras podem evoluir em direções inesperadas à medida que os empregados reconhecem as oportunidades de crescimento ou compreendem melhor seu próprio papel dentro da organização geral.

Ed: Ninguém na Babbel jamais tinha ocupado meu papel atual antes. Eu nem sei se existe uma posição diretamente similar à minha em alguma outra empresa da área de ensino. Comecei como Trainee de SEM, depois Manager de SEM, Manager Senior de SEM e Manager Senior de Content Marketing, antes de virar Head of Content Marketing… Hoje em dia, eles são bem obsoletos, mas os videozinhos interativos que nós publicamos no Youtube, em 2012, foram eficazes e bem novos para a época, além se tornar a razão para o começo do trabalho com editores de vídeo, o que abriu as portas para o famoso canal da Babbel no Youtube.

Katja: Aos poucos, eu tive que aprender a desapegar e delegar responsabilidades. Para assumir novas responsabilidades, é preciso ganhar tempo e confiar nos outros para fazer um bom trabalho. A parte mais difícil foi renunciar à administração direta da equipe de francês, idioma que estudei na faculdade e que falo como se fosse minha língua materna. Hoje, eu preciso orientar toda a equipe e dirigir outros managers, o que é totalmente novo para mim.

Ed: Eu passei de alguém que faz para alguém que dirige (e que continua pretendendo ser alguém que faz) e, aos poucos, estou entendendo o que um manager deve fazer. Hoje, eu sou responsável por pessoas e grandes números em planilhas colossais, enquanto antes eu só me ocupava com números pequenos em planilhas sem graça.

Estabelecendo metas de aprendizagem

Todos na Babbel estabelecem regularmente metas individualizadas para melhorar suas habilidades e para adquirir novos conhecimentos que podem ser úteis em seus projetos. A Academia da Babbel oferece todo tipo de formação, desde lições de idiomas até o treinamento em gestão, além de incentivar a participação em cursos e seminários externos.

Katja: Mesmo antes de começarmos os treinamentos para diretores na Academia da Babbel, Miriam Plieninger, Director of Didactics e responsável pela criação do departamento e do método de ensino da Babbel, já organizava treinamentos de gestão. Certamente, eles foram uma boa base, mas isso não significa que na vida real você não vá falhar. É preciso aprender com isso.

Eu incentivo minha equipe a participar e fazer apresentações em conferências sobre ensino de idiomas, além de compartilharem internamente seus conhecimentos de linguística. Eu apoio ainda iniciativas de colaboração entre equipes para troca de conhecimentos entre diferentes departamentos, como o de Marketing e o de New Business Initiatives. Eu acredito que sempre podemos encontrar inspiração tanto dentro como fora da Babbel.

Ed: Eu participei de algumas poucas conferências, tive treinamentos de gestão e em softwares variados. Nós tivemos que passar por um “período de aprendizado”. Na verdade, a ideia para a revista surgiu aí. Um erro de principiante que lamento foi meu desprezo prévio por habilidades de comunicação – ou habilidades de gerência – que contribuem muito para a eficiência de uma equipe. Corrigir isso é um processo lento e trabalhoso, mas, no fim, vale a pena. Um dia, eu chego lá.

Katja: Sempre há algo mais que eu queria poder fazer. Por exemplo, eu adoraria ter mais tempo para testar pessoalmente diferentes produtos digitais de aprendizagem, ainda que eu já tenha testado os mais populares na área de ensino de idiomas.

Rompendo com o que ainda funciona

Crescer rapidamente implica descartar iniciativas e processos, mesmo que bem-sucedidos, caso exista uma margem de melhora.

Katja: Minha impressão é que desde o início, o Departamento de Didática estava muito bem organizado, o que certamente é essencial para gerar um volume tão grande de conteúdo para aprender 14 idiomas diferentes.

Por outro lado, talvez nós fôssemos um pouco organizados demais, o que pode ser um problema dentro de uma empresa em crescimento, porque você precisa desfazer certas partes do que foi implementado para poder adaptar-se a um ambiente em mudança. Flexibilidade é central para uma empresa tão dinâmica, com tantos enfoques e tantas formas de comunicação diferentes. Pessoalmente, eu aprendi diferentes formas de organização do trabalho e de adaptação.

Ed: Pelo menos, em termos de marketing, uma empresa startup está sempre em crise, e se não está, algo está errado. Assim que algo funciona e se estabiliza, nós quebramos e fazemos melhor, ou maior, ou mais rápido, ou tudo junto.

Este é o primeiro de uma série de artigos sobre como a Babbel se vê enquanto empresa de aprendizagem. No próximo artigo, eu vou analisar as lições que aprendemos com nossos usuários e como elas ajudam a melhorar nossos cursos. Você tem uma história interessante sobre sua experiência com um de nossos cursos? Então, deixe um comentário abaixo!

 

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