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Retrato: O desafio de Richard Janssen com turco

Posted on July 14, 2016 by

Richard

Há pouco tempo, nós conhecemos Richard Janssen, um hiperpoliglota de Venlo (Holanda) e amante de culinária. Nós ficamos impressionados com suas habilidades linguísticas e decidimos testar seus limites lançando um desafio: aprender turco em um mês, só com a Babbel. Veja aqui como ele se saiu.

 

Precisa refrescar a memória? Então veja nosso artigo anterior sobre o Richard antes de continuar a ler – eu prometo que você vai se impressionar.

 

Da última vez que soubemos do Richard, o autointitulado “fetichista de idiomas” e hiperpoliglota certificado, ele estava prestes a embarcar em uma viagem linguística com a Babbel. Eu dei a ele apenas 30 dias para aprender turco o suficiente para manter um diálogo de negócios por telefone (e impressionar um falante nativo do outro lado da linha). Não se tratava de um teste supervisionado: o trabalho de Richard consistia em fechar negócios com parceiros turcos, e os riscos eram tão altos quanto o tempo era curto.

Como ele deveria fazer isso? Com a Babbel, e só com a Babbel. Havia uma parte assustadora para o Richard no desafio – ele nunca havia usado o aplicativo. Seu método para estudar idiomas consiste em pesquisar na internet o maior número de fontes possível e depois combiná-las.  

“Eu sempre encaro a tarefa de aprender um novo idioma como a de assar uma torta”, explica Richard, que também é blogueiro de culinária. “A primeira coisa que eu faço é reunir os ingredientes básicos para fazer a massa. É como a gramática – as regras básicas de um idioma. Junte tudo a uma massa e você terá a base para adicionar todo o resto. Já o vocabulário é, para mim, como um condimento. Se você já aprendeu as regras gramaticais, então você pode combinar as palavras de diferentes maneiras para formar frases – ou a torta. Sotaques, expressões e formas coloquiais seriam a decoração, o toque final.”

Palavras de um verdadeiro viciado em comida, Richard. Diz o ditado que “em time que está ganhando, não se mexe”. Mas nós queríamos saber como o método da Babbel funciona em comparação a outros métodos usados e comprovados por alguém que sabe tantos idiomas. Por sorte, Richard estava muito curioso e estava ansioso para começar.

Por fim, ele fez o teste. Durante um mês inteiro, Richard estudou turco com a Babbel. Foi aí que eu entrei em contato novamente…

 

“E aí – como foi?”

 

“Turco é provavelmente o idioma mais difícil que eu já estudei.”

Começamos bem…

“Mas, eu acho que me saí muito bem”, ele me tranquiliza. “Eu gosto de um desafio, então, sim, eu adorei!”

Aliviado depois de ouvir isso, fiquei ansioso para saber exatamente como foi tudo. Vamos definir o “muito bem:”

“A pronúncia foi bastante simples – não há nenhum som realmente estranho para mim. Em relação à gramática turca, a única coisa que eu nunca tinha visto foi a harmonia vocálica, mas a forma como a Babbel explicou e reforçou o tema nos exercícios tornou tudo bem fácil nesses 30 dias.

Janssen

“Agora, eu entendo a harmonia vocálica e também tenho conhecimentos básicos para comunicar-me em turco.”

Fantástico! Certamente, a melhor parte em aprender um novo idioma é colocá-lo em prática. E já que Richard tinha muitas oportunidades para fazer isso, eu quis saber como foram os telefonemas com os falantes nativos.

“Eu não consigo manter uma conversa longa e profunda sobre um tema muito complexo”, ele admite, “mas quando se trata de temas do cotidiano, eu não tenho o menor problema.  Consigo manter um bate-papo amigável. Isso é muito importante para construir uma relação de negócios. Eu acho que realmente ajuda muito. As pessoas ficaram surpresas de poder falar comigo em seu próprio idioma, além de muito contentes.

“Eu acredito que isso tem a ver com mostrar interesse pela pessoa, por seu idioma e por sua cultura. Trata-se de uma grande vantagem. Quando expliquei meus planos, eles ficaram impressionados e me apoiaram muito.”

 

E como a Babbel se saiu?

 

Quanto à sua experiência de usar a Babbel, Richard se mostra impressionado. Ele afirma que as explicações gramaticais e a repetição de conteúdos através do sistema de revisão aproximam-se muito de seu método pessoal de aprendizado de idiomas. Uma outra filosofia da Babbel compartilhada por Richard é que você pode aprender um novo idioma de forma mais eficiente aproveitando os idiomas que você já sabe. Como nosso companheiro Matthew Youlden confirmaria, quanto mais idiomas você sabe, mais fácil é aprender outros.

“Turco é muito diferente da maioria dos idiomas europeus”, explica Richard. “É aglutinante, que se refere a uma maneira de adicionar sufixos a palavras de modo a construir novos significados. Felizmente, o húngaro também pertence a esta categoria, e eu estou bem familiarizado com este sistema. Não deu tanto trabalho.”

“O segredo é estar ciente de que cada idioma tem características que são mais fáceis e outras, mais difíceis. E o que será fácil ou difícil vai depender daquilo que você já sabe. Eu economizei muito tempo estudando português, por exemplo, porque muito da gramática é similar ao francês, ao espanhol e ao italiano. Você pode usar esse tipo de comparação para aprender qualquer idioma de forma muito mais rápida e simples.”

 

Aprender rápido não é para todos?

 

Há de se admitir que o Richard tem de fato uma vantagem extra sobre o resto de nós neste tipo de desafio – falar dez idiomas pode ser muito útil às vezes, não é verdade? Você também deve estar pensando que ele teve um mês inteiro para dedicar-se só a este projeto e que isso é impossível para a maioria das pessoas. Bem, talvez você ainda não fale dez idiomas, mas você pode se surpreender com a quantidade de dedicação que, na verdade, você precisa investir para obter um progresso rápido.

“Eu estava muito ocupado com o trabalho e outras coisas”, diz Richard. “Mas, eu me esforcei para continuar o mês inteiro. Eu consegui exercitar meu turco com a Babbel quase todos os dias.”

RJ

Quanto tempo ele conseguiu reservar para este estudo intensivo? “Não mais que 30 minutos por dia. Em alguns dias, eu não tive tempo nenhum.”

Richard sabe que constância é fundamental, mas também é importante ter uma vida. Se você se tranca por horas a fio estudando pontos gramaticais, você pode ser capaz de conjugar os verbos irregulares com perfeição, mas você vai perceber que não terá muito sobre o que conversar. Aprender idiomas precisa se encaixar na vida cotidiana e precisa ser útil. Falar com as pessoas é muito melhor que decorar tabelas de verbos.  

No caso do Richard, a vida cotidiana o levou ao contato regular com falantes nativos de turco. Mas você não precisa de uma conexão direta com o país onde se fala o idioma que você escolheu para pôr em prática o que aprendeu. Graças a dois milagres – a internet e companhias aéreas baratas – qualquer comunidade linguística que você imaginar está a apenas alguns cliques de distância. E como bem disse Richard, eles provavelmente ficararão lisonjeados por você ter decidido juntar-se a eles.

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