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language learning in the digital age

Por dentro da Babbel: Comunicação entre culturas

Posted on May 27, 2016 by

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Segundo dados recentes, a Babbel está se tornando muito grande. E como uma companhia da área de aprendizagem de idiomas representada em dois continentes, nós também somos muito internacionais. Isso é ótimo, mas também é um desafio: como fazemos para falar uns com os outros diante dessa pluralidade linguística e cultural? Veja como isso funciona na prática:

 

A Babbel está crescendo rápido. No momento, nós temos mais de 400 pessoas trabalhando em cursos de quatorze línguas diferentes. Nós representamos 36 diferentes nações, e — lamento desapontá-los — nós não sabemos por onde começar a contar o número de línguas que nós falamos juntos.

“E daí?”, você deve estar se perguntando. “Vocês são uma companhia de aprendizagem de idiomas — vocês devem ser diversificados.” É verdade, e não poderia ser diferente. Mas, há uma abundância de pequenos desafios envolvendo a comunicação entre culturas. E esses pequenos desafios tomam grandes proporções para uma companhia desse tamanho.

Em nível organizacional, é muito simples. Todos aqui falam inglês com desenvoltura. Quando alguém dos Estados Unidos quer apresentar uma conta a um nativo alemão em nosso departamento financeiro, eles têm que recorrer à língua franca. Isso basta para manter as coisas funcionando de forma relativamente tranquila por aqui. Mas a história não acaba aqui: cada um de nós tem uma origem diferente e seu próprio jeito de trabalhar e de se relacionar com os outros. Para saber mais, nós perguntamos a alguns amigos sobre suas experiências a respeito dessa comunicação multikulti dentro dos escritórios de Berlim.

Nós vivemos a aprendizagem de idiomas

“Trabalhar em uma companhia multicultural como esta facilita nossa identificação com o produto”, explica Thea Bohn, Junior Content Marketing Manager. “Nós basicamente vivemos nossas próprias ideias diariamente. Quantas companhias podem dizer isso sobre si mesmas?”

Ela tem razão. Nós da Babbel somos grandes defensores de adotar a perspectiva do usuário, e isso não requer um grande esforço de imaginação quando você está em contato com idiomas diferentes e maravilhosos diariamente. Na verdade, é justo dizer que a maioria de nós mesmos aqui usa a Babbel. Existem muito poucas pessoas na companhia que não estão aprendendo ativamente um novo idioma ou voltando a estudar algum idioma já aprendido.  

 

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“Meus colegas são todos viciados em idiomas”, diz Laure Cesari, a Junior Project Manager para francês na nossa equipe didática. “É interessante e impressionante ver todos aprendendo novos idiomas — em alguns casos, o quinto ou o sexto. Isso é um lembrete diário de que tudo depende da motivação.”

Fazendo com que dê certo

Claro que todas essas vantagens vêm acompanhadas de seus próprios desafios. Das Leben, como diriam nossos colegas alemães, ist kein Ponyhof — que neste contexto significa “não é fácil trabalhar em uma companhia tão multicultural.” [1]

Nosso Head of Content Marketing,  Ed Maxwell-Wood, conhece as vantagens comerciais de uma equipe internacional, mas ele também é bem consciente das potenciais dificuldades:

“A diversidade da equipe aqui foi em parte a razão pela qual muitos queriam pertencer a ela, e todos entraram com a motivação para que desse certo. Escolher as pessoas certas é a chave; todos os editores tiveram a experiência de viver em outros países e de se adaptar a novos estilos de vida, e eles sabem como ser tolerantes quanto a aceitação não é suficiente. Ás vezes, nós usamos cronômetros e buzinas engraçadas nas reuniões para garantir que todos tenham a mesma oportunidade para falar, mas eu prefiro não limitar as pessoas, se possível.”

Mas, nem tudo é trabalho: “além das oportunidades óbvias para praticar um pouco seus idiomas, ao trabalhar em uma equipe multicultural você recebe ótimas recomendações de restaurantes”, ele acrescenta.

 

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“Há sempre vários níveis de significado”, diz Thea. “E esses níveis variam muito de acordo com a origem cultural do falante e do ouvinte. Quando nós não estamos totalmente conscientes dos códigos culturais, nós tendemos a confiar em nossa própria bagagem cultural para interpretar as coisas, e isso pode levar a mal-entendidos.

“Eu acredito que ocasionalmente, é útil tentar expressar mensagens em vários tons diferentes — isso realmente ajuda a pessoa a ter mais consciência das diferentes nuances de significado que podem estar escondidas na sua forma de se expressar.”

E quando se trata de nuances de expressão, talvez não haja ninguém aqui mais por dentro disso que nossa Wording & Translations Team Lead, Erika Carmen Abalos, que aliás, fala precisamente seis idiomas diferentes.

“Empatia, empatia, empatia”, ela diz sobre sua estratégia pessoal. “Eu uso todas as chances que tenho para lembrar às pessoas que mesmo que algo pareça perfeitamente lógico ou legítimo para uma pessoa, pode não fazer muito sentido para outra. Você tem que se colocar no lugar dela.

“Se todo o resto falhar, – ela brinca – os clichês culturais são uma fonte inesgotável de diversão.”

 

 

 

[1]Das Leben ist kein Ponyhof significa literalmente “A vida não é um estábulo de pôneis”, que equivale a “a vida não é um mar de rosas”. Aprender un idioma também não é um passeio no parque, claro. Mas, nós estamos aqui para ajudar: confira nossos cursos de alemão.  

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